Playboy

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A sensualidade do coelhinho

Pode um coelhinho se tornar símbolo do erotismo? A resposta está na palavra Playboy, a revista que traduz os desejos e tendências da comunidade masculina. Ícone da revolução sexual do século 20, o universo Playboy é muito mais do que apenas fotos de mulheres nuas e nada tem a ver, segundo disse seu fundador Hugh Hefner, com a pornografia.

A primeira edição norteamericana, em 1953, teve na capa a Marilyn Monroe e foi produzida na cozinha do apartamento dos Hefner em Chicago, sendo levada às bancas sem número nas capas: o Hefner não tinha certeza de sua continuação. Foi encomendado ao desenhista Arthur Paul um logo-mascote para a revista: um coelho, pois é um dos pucos animais que acasalam por prazer.

Os medos do Hefner foram dissipados: o primeiro número vendeu 53,000 exemplares. Incluía a foto de Marilyn nua, uma história de Sherlock Holmes do escritor britânico Arthur Conan Doyle, vários pequenos artigos e alguns desenhos do Hefner. Direcionada para o público masculino, a Playboy foi pioneira em mostrar mulheres totalmente nuas. Em seguida se tornou o maior sucesso editorial da imprensa americana da época.

Em 1960 foi inaugurado o primeiro Club da marca na cidade de Chicago. Antes de serem fechados na década de 80 fizeram sucesso com suas garçonetes-coelhinhas. Mas foi a partir de 2008 que começou a verdadeira crise para a revista. O império continua graças à comercialização de produtos com a marca do coelho, ao canal de televisão e ao site da internet. Porém a revista mantém a estrutura mítica: uma figura principal é apresentada na capa, a playmate do mês. Também há reportagens sobre assuntos masculinos diversos.

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